Palestra – O que posso ser como Fisioterapeuta?

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Hoje, 04/09/2014, a convite das Professoras Cristhina Brasil e Cristina Santiago, tive a oportunidade de falar para acadêmicos do primeiro semestre do Curso de Fisioterapia da UNIFOR(Universidade de Fortaleza). Sala cheia de gente bonita e interessada em saber o que é ser Fisioterapeuta.

Abordamos vários temas, desde a escolha dos serviços público, privado ou educacional até o nosso tão desejado Referencial Nacional de Honorários. A turma, bem participativa, me mostrou que nossos caminhos na Fisioterapia ficam cada vez mais claros.

É isso ai gente, VALEU UNIFOR.

Para ver a palestra: Para acessar a palestra veja: http://goo.gl/2xCszx

Clínicas de fisioterapia são alvos de ação – Dourados News – Notícias de dourados e região.

Eduarda Rosa

O Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de Dourados está fiscalizando as clínicas de fisioterapia no município, como objetivo de diminuir a prática de vários atendimentos ao mesmo tempo, o que prejudica, segundo o órgão, a qualidade ao usuário e colabora para a precarização da profissão.

O diretor do Procon, Rosemar de Mattos, disse que as fiscalizações começaram nesta semana, porém, ainda não tem maiores detalhes sobre a ação. “Ainda é cedo para dizer como está o panorama em Dourados”, disse.

O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de MS (Crefito) denunciou ao Ministério Público Estadual (MPE) sobre a precarização do atendimento em Fisioterapia ligado as operadoras de planos de saúde.

De acordo com divulgação do Crefito, a medida é inédita no país e deve servir de referência para outros municípios e Conselhos Regionais de Fisioterapia em todo o Brasil, que vivem a mesma situação diante das práticas adotadas pelas clínicas e pelas operadoras de planos de saúde.

Segundo o presidente do Conselho, Carlos Alberto Eloy Tavares, hoje, há procedimentos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional sendo custeados por R$ 5 a 10. Há casos de fisioterapeutas que recebem R$ 1 por uma sessão que deveria durar 50 minutos. Esta remuneração ínfima precariza o atendimento.

“O empresário, para pagar suas contas, faz volume. Ele não pode atender um paciente por 50 minutos ganhando R$ 2. Então, atende 10 pacientes em 50 minutos para garantir uma receita no final do mês. No entanto não oferece saúde de qualidade. Nossa preocupação é garantir a qualidade do atendimento mediante o cumprimento da legislação”, afirma o presidente.

Para o Conselho, uma adequação emergencial desta situação passa, necessariamente, por uma revisão dos contratos com os planos de saúde com base no referencial de honorários das profissões.

Fonte: Clínicas de fisioterapia são alvos de ação – Dourados News – Notícias de dourados e região..

Série Consultoria – Quanto devo cobrar por meus serviços?

quanto cobrar

Essa, talvez seja uma das perguntas mais comuns, e importantes, do Fisioterapeuta na hora de montar o seu negócio. O valor cobrado será, sem dúvida, um dos motivos do sucesso de seu empreendimento, por isso vou colocar alguns itens que poderão lhe orientar na definição de seu preço. Atenção para não cair na tentação de basear-se  somente na concorrência, isso será o último item. Responda:

1)      Qual público pretendo atingir?

2)      Quanto foi o investimento que fiz na estrutura que tenho?

3)      Em quanto tempo pretendo recuperar o meu investimento?

4)      Quanto será meu custo variável

  1. Quanto pagarei de imposto por cada atendimento?

5)      Quanto será meu Custo Fixo(tudo aquilo que você pagará independente do volume do seu atendimento ou então com pouca influência)

  1. Aluguel
  2. Água
  3. Luz
  4. Telefone
  5. Funcionários
  6. Contador
  7. Sistemas de informática
  8. Marketing
  9. Qual será meu pro-labore

6)      Quantas horas ficarei disponível para atender aqueles que o procurarem

7)      Quanto de lucro pretendo obter em cima de cada atendimento

8)      Qual o valor da concorrência?

Após conhecer todos os seus custos e quantas horas pretende ficar disponível você terá uma idéia de quanto custa cada hora de seu serviço

 Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Série Entidades de Classe – União? Para quê mesmo?

 

Uniao para queEm março de 2013 alguns Fisioterapeutas desbravando caminhos que todos já conhecemos revolveram criar uma associação de prestadores de serviços de fisioterapia, surgiu assim a APRECEFISIO. Essa entidade representa a união de empresas e consultórios que visam conseguir uma remuneração justa sobre os honorários atualmente pagos pelas Operadoras de Planos de Saúde. Vencendo as dificuldades que o cotidiano impõe, em menos de 3 meses , nossa associação já estava totalmente regularizada. Filiada a FENAFISIO(Federação Nacional das Associações de Prestadores) segue o objetivo principal de implantação do Referencial Nacional de Honorários Fisioterapêuticos, atualmente disponibilizado no site do Coffito.

Em agosto de 2013 fomos surpreendidos com uma medida arbitrária da Operadora Camed que, alegando uma determinação da ANS, reduzia nossos honorários pela metade. Imediatamente nos reunimos e conseguimos garantir que os antigos contratos fossem mantidos até novas negociações. Essa Operadora partiu então para  a NEGOCIAÇÃO INDIVIDUAL no intuito de pressionar cada empresa. Inúmeras reuniões, pareceres, comentários  e fofocas circularam sobre esse tema dentro dos negócios em Fisioterapia do Estado do Ceará  Fato  é que várias clinicas receberam o comunicado de descredenciamento dessa operadora após relatarem que não concordavam em receber valores abaixo do que antes recebiam. Alguma tiveram isso ainda em Dezembro/2013 e outras para agora final de janeiro/2014.

Após 20 anos de formado e convivendo com tais OPS há 16 anos vejo que se cada empresa for sempre olhar somente para os seus problemas individuais, jamais conseguiremos alcançar uma conquista que possa ser efetivamente importante para nossa classe.  Atualmente, os prestadores de serviços fisioterapêuticos possuem a a ANS(Agência Nacional de Saúde) que ajuda na regulamentação dos contratos firmados entre esses e as operadoras. Acredito que se não soubermos utilizar essa vantagem em nosso favor ficará bem difícil a sobrevivência dos serviços de Fisioterapia pelos próximos 10 anos, contudo, não esqueçamos que a parte mais forte de nosso grupo é sempre o elo mais fraco.

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Cheguei aos quarenta, e agora?

 

quarenta anos

É engraçado escrever sobre a sensação dos 40 anos. Parece uma idade sem identidade, achamos que temos vinte, desenvolvemos valores que nos tornam mais velhos, ou melhor, mais chatos e nos deprimimos por tudo que deixamos de fazer no viço da juventude.

Escuto muitos amigos dizerem que seriam muito mais felizes se aos vinte tivessem a experiência dos 40. Eu acho que não, pois não teriam a adrenalina do que é proibido ou perigoso.O estoicismo parece surgir na fase certa de nossa caminhada. Em quase todas as religiões no mundo a figura do renascimento é presente, pois essa sensação parece está presente aos 40 também. Uma fase que surge de acordo com um velho ditado “a vida começa aos 40 e termina aos 80” nos deixa frágeis e inseguros da mesma forma que quando tínhamos 20. Mulheres e homens nessa fase pensam que o outro só quer usufruir do tão sonhado dinheiro que cada um conseguiu, e ambos continuam solitários. A Humanidade é a mesma.

Hoje estamos, muitas vezes,  sem bens materiais, sem paixões e sem amigos e com muita, muita inveja de quem tem. Achamos que para ter isso o dinheiro vai ser sempre a mola propulsora, pois a os mimos da juventude não nos são mais permitidos. Tentamos feito loucos emagrecer, conviver com pessoas bonitas e usar roupas que nos tornem eternos “jovens” mas, o que conseguimos muitas vezes é chegar ao ridículo sem muito esforço.

Não ficamos ricos como sonhávamos, não permanecemos belos como esperávamos e não mudamos o mundo como acreditávamos, mas fizemos a nossa parte. A vaidade, o pecado preferido, nos cegou e não permitiu que víssemos tudo que fizemos ao longo de todo esse tempo…

Produzimos conhecimento sim, nos reproduzimos sim, geramos emprego sim, educamos nos filhos sim e demos aos nossos pais o orgulho de ser o que eles não puderam. Essa é verdade ou pelo menos a esperança.

Vamos celebrar o nosso renascimento, pois continuaremos lutando, para que os nossos filhos possam contribuir para a humanidade assim como fizemos e para quando cheguarem aos quarenta venham a pensar como estamos nesse momento.

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Série Mercado de Trabalho – profissão ou mais um serviço?

Profissão ou serviço

O Fisioterapeutas  são profissionais, que em sua grande maioria, são apaixonados pelo o que fazem. Não há recompensa maior que conseguir devolver a função perdida por alguém através de condutas simples, porém, sistemáticas e eficazes. O grau de importância  na vida das pessoas é imensurável. Somente quem precisou, é quem sabe o verdadeiro “valor” do Fisioterapeuta.

No Brasil, nossa profissão é praticada há mais de 100 anos, porém, oficializada há menos de 50. Surgimos, na realidade, como um adendo, uma colaboração, um serviço que “dava uma força” para outros profissionais serem laureados por nosso esforço. Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais são os focos da criação de nossa profissão, Instituto Ademar de Barros e ABBR estão entre os primeiros espaços destinados a “prestação de serviços fisioterapêuticos”.

Fomos ajudantes, depois auxiliares, depois técnicos e a partir de 1969 profissionais de nível superior. Quem nos ensinava? Quem nos supervisionava? Nós avaliamos e prescrevemos, ou somente executamos? Diariamente centenas de perguntas como essas giram o cotidiano, mesmo de forma “abafada”, o cotidiano de inúmeros profissionais que sonham com a autonomia.

Não pedimos para ter os nossos serviços pagos pelas Operadoras de Plano de Saúde. Médicos que, na época do inicio desse sistema de saúde, possuíam “serviços” onde se “aplicava” as “fisioterapias” dominavam o mercado. Com o tempo, os “donos de clínicas” começaram a mudar de perfil, o Fisioterapeuta, agora, assumia tal posição. Contudo, esse não se preparou para tanto e observamos inúmeros problemas desde então.

O Fisioterapeuta que hoje pretende entrar no mercado, seja como autônomo, seja  como empresa, ou então, através de concursos públicos, deve entender que precisa COMPORTAR-SE COMO PROFISSIONAL E NÃO COMO UM CONDUTOR DE SERVIÇOS, sendo, portanto necessários, inúmeros conhecimentos, além dos técnicos,   para o estabelecimento desse no mercado de trabalho. Isso deve começar ainda nos bancos escolares.

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor

Empreendendo com Drenagem Linfática

Empreender Drenagem Linfatica

Hoje tive  a honra de participar do módulo de empreendedorismo no curso de Drenagem Linfática Manual ministrado por Dra.Lena Monteiro Cintra. Aos p0ucos vamos observando que os métodos de tratamento vão se enriquecendo com os conhecimentos de gestão e empreendedorismo. O Fisioterapeuta moderno sabe que conhecer os recursos terapêuticos é uma das etapas para o sucesso profissional.

Abordamos temas como EMPREENDER NA FISIOTERAPIAATENDIMENTOS EM DOMICÍLIO, TRIBUTAÇÃO NA FISIOTERAPIA, INVESTIMENTOS INICIAIS, REGIONALIZAÇÃO, CUSTOS FIXOS, CUSTOS VARIÁVEIS, CÁLCULO DO VALOR DA HORA DE TRABALHO, CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO, MARKETING, PONTO DE EQUILÍBRIO E LUCRATIVIDADE. Enfim, temas abordados diariamente em nosso blog.

Espero que essas horas possam ter sido úteis para as novas FISIOTERAPEUTAS EMPRESÁRIAS. Que esses conhecimentos possam contribuir na tomada de decisões, no relacionamento com seus clientes ou na busca de nossa tão merecida autonomia.

Abraços

Luis Henrique Cintra

Fisioterapeuta Consultor