Eu adoro minha budega

SONY DSCFui convidado para ser professor durante um período em minha vida. Na época, já tinha uma clínica que havia construído juntamente com minha esposa, também fisioterapeuta, e tínhamos um fluxo constante de atendimentos diários.

Com o objetivo de contribuir mais com minha profissão, fui lá. Pensava que com minha experiência de mercado e junto com as habilidades que desenvolvi poderia contribuir para o crescimento de minha tão amada profissão.

Após o primeiro ano, o dito colega chega e diz: – Luis, você precisa fazer um mestrado.

De imediato respondi que não podia, pois não tinha tempo para tal. Ele insistiu: – Será bom para você, você vai adquirir novos conhecimentos na área. Mais um vez disse que não podia, pois, o que a gente estuda no mestrado não é necessariamente o que a gente aplica no cotidiano, respondi que o mestrado deveria ser feito para os pesquisadores que tinha o real interesse em seguir a vida acadêmica e não a de profissional liberal.

A conversa continuava e comecei a me sentir pressionado com a seguinte frase: – A faculdade precisa de alguém com mestrado, se você não fizer colocará seu emprego em risco. Nesse momento, vi que meu chefe também estava sendo pressionado a me convencer e tantos outros que lá estavam na mesma condição e que a instituição tinha um déficit de títulos e não de bons professores. Tais títulos, seriam necessários para determinados objetivos desejados pela instituição e não pelos colegas.

De repente veio um ensinamento de Maquiavel e respondi: – Faço meu trabalho com maestria, mas, meu reino não é esse. Eu não construí esse lugar. Só posso realmente confiar naquilo que depende de mim. Se um dia, essa ou qualquer instituição não precisar mais de mim não adiantará eu ser seu amigo ou ter me dedicado tanto dentro de minha profissão para conseguir uma autonomia profissional, serei descartado da mesma forma.

Coincidência ou não, depois que saí desse instituição, por livre vontade, nunca mais fui chamado para nada. E seguimos assim nosso caminho.

Reflitam meus amigos: às vezes somos reis, às vezes peões (Napoleão Bonaparte).

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

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Nós preferimos doce do veneno aos espinhos da verdade

SONY DSCO sistema educacional que os profissionais Fisioterapeutas brasileiros tem não cria profissionais liberais, mas consumidores vorazes de cursos paralelos que não passam de técnicas que já são ensinadas nas faculdades porém, como fazem parte do currículo não são valorizadas.

Certa vez uma aluna chegou para mim e disse assim: – Ontem eu aprendi uma avaliação que nunca ninguém me ensinou. Comecei a rir, não dava para discutir.

Nos últimos 10 anos a terapia manual virou febre no Brasil. Vários europeus encontraram no aqui um mercado imenso para nos rechear com seus nomes estranhos e técnicas infalíveis. Na realidade muitos desses não conseguiam fazer muita coisa em seu país de origem, mas aqui,,,

O maior engano que o estudante desenvolve é achar que determinada técnica vai garantir-lhe vaga na equipe de alguém mais experiente, ou então um emprego com carteira assinada. Aliás, esse item, simplesmente não existe no mercado de trabalho da Fisioterapia. A terapia manual, gente, é INTRANSFERÍVEL. O Fisioterapeuta que tentar enviar seu paciente para outro para que o outro faça o que ele vinha fazendo vai, com certeza. perder o cliente, mesmo que exista o treino, todo tratamento manual é próprio de quem faz. Portanto, se você quer fazer um curso pense que além de gastar nesse curso você vai precisar montar um consultório e administra-lo.

Depois dos europeus, foi a vez dos próprios Fisioterapeutas brasileiros que como não conseguiam ganhar dinheiro com os atendimentos convencionais começaram a dar cursos de forma indiscriminada, e ai basta você pagar um cursinho no final de semana que você aprende um “trust” ou uma postura do RPG.

Hoje, o que vendido é a esperança de uma remuneração mais digna. O conhecimento não se compra, ele só pode ser conseguido com muito esforço, mas nós preferimos doce do veneno aos espinhos da verdade.

A remuneração digna deve ser garantida pelas ENTIDADES DE CLASSE e essas devem ser formadas por nós que deveríamos acreditar que nossa profissão vale a pena. Tais órgãos como CREFITOS, SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES devem ser soberanos e seus líderes realmente comprometidos com os demais e não trampolim para cargos políticos.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

O que é verdade?

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Mestre, o que é verdade?

– É aquilo que vai acontecer

– Mas, muitas coisas vão acontecer.

– Não, muitas coisas podem acontecer, é diferente.

– Pois me diga uma verdade

– Você um dia morrerá.

– Então, devo buscar a morte?

– Não, ai você seria tolo.

– Devo esperar que a morte quando mais velho.

– Ela simplesmente chega. Seja amigo da morte.

– Não entendi

– Morremos um pouco todos os dias. Diariamente a ciência tenta prolongar mais e mais a nossa vida, a fé nos estimula a continuar nossa batalha e nos acalenta quando perdemos alguém, pois assim, temos a esperança que um dia iremos nos encontrar novamente.

– Entendi

– Já que morte é inevitável, faça cada segundo de sua vida valer a pena, pois somente o pensamento é eterno.

– E por onde começo?

– Pergunte a você.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Eliminando Operadoras de Planos de Saúde

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Trabalhar com Operadoras de Planos de Saúde é algo inevitável. A grande maioria da população brasileira mal pode pagar um plano de saúde, imagine, um tratamento particular de Fisioterapia.

Isso não significa que devemos permanecer estáticos, lamentando diariamente que os valores não são corrigidos e procurando culpa em sei lá quem. Comparo o trabalho com OPS com uso do “sal”, que ajuda a temperar os primeiros anos como profissionais, mas, após incorporado em nosso cotidiano, nos consome em trabalhos burocráticos intermináveis para o pedido de autorizações, envio de guias e preparo de recursos de glosa.

O segredo para sair desse ciclo não está na escolha de nenhum método fantástico ou caro para se trabalhar. Muitos desses, tornam-se inacessíveis e para que possamos transformá-los em dinheiro precisaremos, não apenas do conhecimento técnico, ou de uma sala bem arrumada.

Então, por onde começar? O que devo fazer para não ficar a mercê dos vampiros da saúde que sugam a força de trabalho de milhares de Fisioterapeutas no Brasil? A palavra, é simples e curta: GESTÃO!!

Identificar:

• Público alvo,

• Custos fixos e variáveis,

• Estratégias de marketing,

• Como será o fluxo de caixa,

• Qual faixa de preço deve-se ou pode-se cobrar,

• Quem será a concorrência,

• Quais são os modismos

Esses são apenas alguns dos itens que o Fisioterapeuta Empresário deve conhecer e praticar. Tudo que fora mencionado acima, deve ser aplicado de forma pragmática, longe das paixões que cercam nosso cotidiano. Esse estudo é constante e sempre deve retroalimentar-se de mais informações sobre a rotina do trabalho diário.

A partir do momento que você se conhece, conhece o seu cliente e conhece como a operadora trabalha, você poderá aos poucos não depender mais dessa “cesta de ovos”. Mas para que isso ocorra é necessário colocar o medo e o comodismo no local certo.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Uma reflexão sobre a Fisioterapia

fisioterapeutas

Nos últimos 20 anos tenho observado a população exigindo cada vez mais que os serviços de Fisioterapia se renovem, evoluam, se estruturem, enfim, estejam prontos para atender a grande demanda existente. Mas, diariamente escuto queixas sobre tais serviços oferecidos por clínicas e hospitais da rede privada. Por inúmeras vezes recebi pacientes queimados por equipamentos mal utilizados, outros com o quadro piorados depois de iniciar a Fisioterapia, vários com subluxações vertebrais ou estiramentos ligamentares por manipulações erradas da coluna e quase todos dizendo a mesma coisa: “Eu não acredito que a Fisioterapia possa fazer algo por mim”.

É realmente lastimável que grande parte da população não consiga ter acesso aos SERVIÇOS PROFISSIONAIS DE FISIOTERAPIA. Afirmo, sem pestanejar, que hoje mais de 80% dos SERVIÇOS PRIVADOS DE FISIOTERAPIA estão funcionando através de mão-de-obra não especializada, ou melhor, MÃO-DE-OBRA ILEGAL.

São AUXILIARES DE FISIOTERAPIA, que usam “branco” e se espalham diariamente em vários ambientes ditos como seguros para a realização dos tratamentos Fisioterapêuticos. Cabe ao CREFITO fazer valer a lei e proteger a população dessa prática, cabe a população negar-se a esse tipo de atendimento denunciando tais locais e cabem aos acadêmicos que desejam sobreviver dessa profissão não se submeterem a essa prática.

Os planos de saúde, enquanto cobram verdadeiras fortunas aos seus associados, não respeitam os profissionais Fisioterapeutas e pagam valores ridículos que dificultam a profissionalização dos serviços que “atendem por convênio”. Cria-se daí um ciclo: Como eu não recebo eu não ofereço o serviço. O usuário que resolva.

Se você, leitor, deseja usufruir de um serviço de Fisioterapia Profissional não aceite ser atendido por auxiliares que sem nenhuma responsabilidade técnica expõe vossa saúde a riscos desnecessários. Procure o CREFITO (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) de sua cidade e peça informações sobre os serviços que estão dentro dos padrões exigidos.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

As inquilinas

Duas amigas procuravam um local para morar. A INVEJA e a ATITUDE perambulavam pelo mundo procurando o CORAÇÃO DOS HUMANOS para viver.

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Luis Henrique Cintra Fisioterapeuta Consultor de Negócios

A INVEJA, mais astuta, sempre conseguia morada, fosse nas crianças, nos jovens ou nos velhos. Ela entrava e ficava dormindo, dessa forma não incomodava ninguém, passando, sempre, como desapercebida.

A ATITUDE, mais jovem, não entendia o porque de toda a sua dificuldade para conseguir um lugar. Todos elogiavam as intenções. Ninguém assumia que tinha a INVEJA no coração, mas ela sabia que essa sempre estivera presente.

Cansada de tentar em vão, foi conversar com a bruxa SENSATEZ que diziam ser imortal. Ao vê-la, ela sentiu um arrepio de medo, até um certo nojo. A velha, curvada pelos anos e cheia de cicatrizes, jogava migalhas aos pássaros.

– Preciso de sua ajuda

– Claro minha filha. O que deseja?

– Quero entrar no coração dos homens que é habitado pela INVEJA.

– Entendo. Você parece determinada.

– Sim eu sou.

– Mas vaidosa também.

– Leve esse remédio e tome 3 porções antes de entrar no coração dos homens que você conseguirá seu feito.

A ATITUDE agradeceu e levou a porção consigo. Antes de entrar, ela deu um gole e cuspiu uma parte blasfemando:- Que gosto horrível, mas deve ser o suficiente, afinal eu sou, eu posso, eu consigo. Logo na entrada do coração a besta-fera, INVEJA, acordou e a escorraçou de lá.

Humilhada e bastante nervosa a ATITUDE foi discutir com a SENSATEZ:

– Sua velha, você mentiu pra mim!

– Não, ATITUDE, você é que tentou me enganar

– Como assim? Eu vim lhe pedir ajuda e de nada adiantou.

– Você tomou o primeiro gole da porção e não quis repeti-lo, não foi mesmo?

A ATITUDE ficou desconcertada com a afirmativa da velha. – Como você sabe disso? Eu estava sozinha, alguém lhe contou.

A velha começou a rir. – Sabe essas cicatrizes que lhe causam nojo, elas foram feitas por pessoas como você que aparecem cheias de boas intenções, mas que no fundo não seguem o que eu falo. Você é mais uma apenas. Vá lá e faça o que mandei, você conseguirá atender às suas necessidades.

A ATITUDE fez o que a velha ordenou. Ao terminar o terceiro gole, embora sentindo um amargo terrível na boca ficou mais calma. Entrou no coração dos homens e não despertou a INVEJA Ela voltou para sua mestra sorrindo e pulando e disse: – Agora que entrei, eu quero expulsá-la.

– Isso é impossível, deixei-a dormindo apenas. É suficiente. Mas nunca esqueça do remédio.

A ATITUDE reconheceu o poder do remédio e resolver ver o que estava escrito no rótulo: DISCRIÇÃO. Desde então os homens SÁBIOS que tem ATITUDE sempre devem recorrer a SENSATEZ para saber usar A DISCRIÇÃO em suas ações, pois a INVEJA pode ser acordada a qualquer momento.