Falando um pouco sobre Fisioterapia Profissional

Fisioterapia_Profissional

A Fisioterapia começou a ser praticada no Brasil no final do século XIX no Rio de Janeiro na “Casa das Duchas”, idealizada pelo médico Arthur Silva. No início do século XX, mas precisamente em 1919, foi fundado o Departamento de Eletricidade Médica pelo professor Raphael de Barros na Faculdade de Medicina da USP.

Passaram 10 anos e em 1929 foi fundado o Serviço de Fisioterapia do Instituito Radium Arnaldo Vieria de Carvalho pelo Dr.Waldo Rolim de Morais no local do hospital Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Naquela época, os médicos eram os profissionais que realizavam os procedimentos fisioterapêutico.

Com o aumento do número de pacientes, foi observado que esses profissionais precisavam de “auxiliares” que conduziriam o paciente ao longo dos procedimentos prescritos. Então, em 1951, Waldo Rolim de Morais planejou o 1º curso de Fisioterapia do Brasil com o objetivo de formar técnicos em fisioterapia, funcionava no 7º andar do instituto da criança. O curso era dão pelos próprios médicos do hospital. Os alunos eram avaliados por médicos e enfermeiros.

Esse curso permaneceu até 1958. Em 1956 a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação, no Rio de janeiro, cria o primeiro curso de Fisioterapia de nível superior do país, no Rio de Janeiro. Podemos relatar que tanto o surto de Polimielite como a 2º Guerra mundial foram grandes molas na criação da profissão de Fisioterapeuta.

No inicio dos anos 60, um parecer do MEC forneceu as primeiras exigências curriculares para o curso de “técnicos em reabilitação”. A fisioterapia acabou sendo reconhecida como profissão no final dos anos 60, para se mais preciso pelo decreto 938 de 13 de outubro de 1969. Atualmente, a fisioterapia completa 44 anos de regularidade e vem ganhando um espaço muito importante na saúde pública.

Infelizmente, existem grupos que ainda não conseguiram entender a verdadeira importância do profissionalismo em nossa área. Acadêmicos de fisioterapia, mal informados, lotam as grandes clínicas de fisioterapia e realizam procedimentos sem a devida supervisão legal. Se comportam na realidade como os “auxiliares de fisioterapia” do começo do século XX. É preciso que o usuário do serviço de saúde suplementar não aceite essa situação, pois são inúmeros os erros cometidos por esses “falsos profissionais” que ”iludidos” abandonam os conceitos acadêmicos, e se especializam em ligar e deslizar equipamentos.

Conheça a TUSS

TUSS

A TUSS ou Terminologia Unificada da Saúde Suplementar é uma tabela que foi criada pela ANS (Agência Nacional de Saúde) e tem como objetivo padronizar a nomenclatura utilizada pelas diferentes OPS (Operadoras de Planos de Saúde).

Desde o início da Prestação de Serviços Fisioterapêuticos no Brasil que as OPS baseavam-se na tabela da AMB e descreviam procedimentos fisiátricos. É importante salientar, que essa tabela não menciona valores, esses são discutidos no mercado, mas, terminologia.

Hoje, após um trabalho incansável do Coffito e de colegas como Marlene Izidro, Tatiana Rodrigues,Tulio Germano Machado Cordeiro, Iaponira Pimentel, Antônio Tomáz de Aquino, Morgana Sfreddo, Paula de Souza Cardoso e Silva, Mário Luis da Silva Pereira, Fernando Muniz dentre outros, nós, Fisioterapeutas conseguimos codificar nosso Referencial de Procedimentos de acordo com a TUSS. Isso significa que as operadoras precisarão adequar-se a nossa nomenclatura e não mais utilizar tabelas próprias ou então tabelas médicas que não descrevem nossa realidade.

A formalização de Associações é importantíssimo para o início de qualquer negociação com os planos de saúde, pois o prestador nunca terá força suficiente para negociar a longo prazo com a as operadoras. Atualmente, existem em torno de 18 associações já formadas e trabalhando em parceria com os Conselhos para juntos alcançar nossos objetivos.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

A Fisioterapia na Internet

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Procuro ler sempre blogs, comentários e propagandas sobre minha querida profissão, Fisioterapia, todos os dias. Consegui identificar, em minha opinião, alguns tipos de situações:

– A primeira é que existem muitos colegas (alunos e profissionais) que se chateiam muito com a história dos protocolos de Fisioterapia. Aquela velha ladainha da receita do Ondas Curtas, Ultrassom e Tens.

– A segunda, é justamente a continuidade da primeira, que mostra como saída é a Terapia Manual. Pois o tratamento é individual e ai cada caso é um caso. Como se não houvesse protocolos de atendimento na terapia manual.

– A terceira, é o povo que não é mais Fisioterapeuta, mas que passa pra todo mundo que tudo que conseguiu na vida foi como   Fisioterapeuta e ai vende os seus produtos e serviços.

– A quarta é a turma do barato coletivo. Sem comentários.

– A quinta, é do pessoal que tapa o sol com a peneira dizendo que a gente só tem que atender os ricos. É porque não compensa atender planos de saúde. Não existe classe média e o povo é um detalhe.

– A sexta, é o povo que começa a falar da Fisioterapia e mistura com os problemas nacionais e não reponde nada. Ai é fácil identificar.

– A sétima é a turma dos novos conceitos tipo Pilates Evolution, Pilates Aquático, Pilates Aéreo, Pilates Subterrâneo, Massagem Redutora, Massagem Turbinada, RPG LUXOR, RPG BMW etc. Isso nos faz sentirmos desatualizados.

– A oitava é a turma que acha até legal o que leu mas não comenta por não querer assumir alguma coisa.

– A nona é a turma que ama o que faz, mas não sabe quanto ganha ou quanto vale. Normalmente ainda não tiveram filhos e tem menos de 30 anos.

– A décima são os donos da verdade, que acredito, devo estar me comportando como tal, e mereço seu comentário ou crítica. Na realidade, meu amigo internauta, você que teve a paciência de ler tudo isso que escrevi, faço isso somente porque acho que nós, FISIOTERAPEUTAS E ACADÊMICOS, estamos nos enganando. Se nós realmente gostamos do que fazemos, vamos olhar ao nosso redor e ver nossa realidade. Não precisamos abandonar tudo que já conseguimos, mas não é comprando uma roupa nova que vamos conseguir respeito. Vamos assumir nossas responsabilidades e reconhecer nossas limitações, assim nos protegeremos como UM TODO.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Como ter sucesso na Fisioterapia

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O Fisioterapeuta passou, desde a criação de sua profissão, por inúmeros obstáculos que o fortaleceram na busca de um ideal de autonomia financeira. Avanços científicos inquestionáveis, participação política, chefias e reconhecimento da população.

O Fisioterapeuta, hoje, se apresenta como um profissional de vanguarda na saúde sendo imprescindível no âmbito primário, secundário e terciário. Limitado inicialmente a grandes Centros de Reabilitação depois em Clínicas de Reabilitação onde médicos eram proprietários, o Fisioterapeuta, atualmente, é proprietário de consultórios ou clinicas de especialidades nunca antes mencionadas ou imaginadas.

Contudo, independente da área de atuação, especialidade ou tipo de negócio (consultório, clínica, hospital, franquias, academias etc), o Fisioterapeuta, como qualquer prestador de serviço, deve ter a necessidade do preparo empresarial para que não compre gato por lebre.

Atenção para os negócios fantásticos, os métodos infalíveis ou as oportunidades únicas pois o mercado é implacável com amadores. Antes de aplicar seus recursos, pense no tipo de paciente que deseja atender, na área da cidade que vai atuar, nos possíveis concorrentes e no valor compatível com seus conhecimentos de custos fixos e variáveis do seu negócio. Somente assim você terá o sucesso merecido.

Um abraço,
Luis Henrique Cintra

Somos uma classe

Chiropractor stretching a woman's arm in a room

Tenho observado ao longo de minha vida acadêmica e profissional que a conceituação política de nossa classe não é bem aceita pelos que a compõem. Observo alunos entusiasmados sentados nos bancos de faculdade ávidos por conhecimento, e fisioterapeutas ávidos por uma independência financeira que parece se concentrar em apenas “alguns” de nossa classe.

Acredito que o papel das ENTIDADES DE CLASSE NUNCA DEVE SE LIMITAR À CONGREGAÇÃO DOS PROFISSIONAIS, pois muitos desses ficam se perguntando “o que vocês tem feito pela gente” quando se encontram sozinhos no mercado, e enfrentando uma realidade que nunca imaginaram.

As associações, sindicatos e conselhos devem visitar as universidades mensalmente, alertar os alunos sobre os direitos e deveres de nossa classe, somente assim os futuros profissionais poderão se sentir mais a vontade na hora de pagar suas anuidades.

Devemos ser apenas “UMA CLASSE”, e não acadêmicos estagiando ilegalmente e profissionais cobrando valores que não condizem com suas necessidades. Somos um inteiro.

Um abraço,

Luis Henrique Cintra

A Fisioterapia não é a profissão do futuro…mas do presente

Congresso_de_Fisioterapia

Por muitos anos me dediquei a assistência de maneira integral. Embora tendo ficado 4 anos na docência, não costumava frequentar congressos com muita frequência. Há 7 meses, juntamente com a Dra. Mylza Rosado e outros colegas Fisioterapeutas, participei do processo de criação da Aprecefisio (Associação dos Prestadores de Serviços de Fisioterapia do Estado do Ceará), entidade que tem como objetivo garantir a justa remuneração dos prestadores de serviços de Fisioterapia em nosso estado.

Graças a essa entidade acabei participando do XX Congresso Brasileiro de Fisioterapia na qualidade de palestrante. A emoção de ver milhares de estudantes e profissionais nesse grande fórum é imensurável.

Hoje, vejo que minha profissão não é mais a profissão do futuro, mas do presente. Chegamos ao amadurecimento técnico, científico e político com apenas 44 anos de regulamentação.

Parabéns a AFB, parabéns a todas asas comissões de alunos e profissionais que dedicaram inúmeras horas de seu valioso tempo na concretização de mais um sonho para nós, Fisioterapeutas.

A importância da união na Fisioterapia

SONY DSCPara que todos estejam dispostos a salvar a vida de alguém em perigo, esse alguém deve inicialmente arriscar sua vida para preservar a de todos.

Esse aforismo recheou minha infância através de lendas contadas por Alexandre Dumas em seu clássico “Os Três Mosqueteiros”, escrito, encenado e filmado inúmeras vezes.

Na estória, observamos 3 guardas e 1 aprendiz que são leais ao Rei da França e lutam contra o terrível e manipulador Armand Jean du Plessis, Cardeal de Richelieu.

O que nós, após 300 anos, podemos extrair desse conto de fadas? Será que esse conto pode ser aplicado em nossas relações atuais?

Quem o conhece sabe que cada um dos mosqueteiros tinha uma “queda” por alguma coisa, fosse: mulheres, fortuna, vinho ou poder. Enfim, como humanos, tinham suas fraquezas que são demonstradas com maestria por seu criador..

A frase mais famosa é dita quando tomam alguma decisão importante, tipo salvar suas vidas: “Um por todos e todos por um”. Sendo muito mais que um jogo de palavras, essa frase pode exprimir o sucesso de toda e qualquer empreita no trabalho de equipe. Todos, Os Mosqueteiros, estavam dispostos a abrir mão de suas preferências em prol do grupo.

Diariamente, acessando meus e-mails e redes sociais vejo meus amigos ACADÊMICOS, PROFESSORES, MARKETEIROS, PROFISSIOANAIS e POLÍTICOS da FISIOTERAPIA falando da NECESSIDADE DE UNIÃO. Mas será as palavras ditas podem realmente nos unir?

Frases soltas ao vento não tem o efeito desejado, acabam sendo somente um alívio de nossas responsabilidades individuais. A gente quer que a iniciativa comece no outro. Porém, ao verificar as palavras Dummar, verifico: PARA QUE TODOS ESTEJAM DISPOSTOS A SALVAR A VIDA DE ALGUÉM EM PERIGO, ESSE ALGUÉM DEVE INICIALMENTE ARRISCAR SUA VIDA PARA PRESERVAR A DE TODOS.

Como nós, Fisioterapeutas, somos muito jovens, somos impetuosos e arrogantes, acreditando por conseqüência, que conseguiremos a nossa autonomia sozinhos. É claro que não falamos isso, ao contrário, sempre nos mostramos dispostos a aceitar a decisão da maioria, porém na prática, preferimos ficar sobre o guarda chuva da minoria, a humanidade é a mesma.

Aristóteles tem uma frase imortal: “Somos o que fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito. Seja você a mudança que deseja no mundo. Falar, qualquer um fala. Tenha atitudes que inspirem confiança nos outros, somente assim conseguiremos nossa autonomia e seremos protegidos quando for necessário.

Ser Líder não é convencer seus subordinados para realizar o impossível, mas estar presente e dividir o sangue, suor e lágrimas derramados quando se tentou o fazer o possível.

Quem se diz livre dentro da massa manipulada age como manipulador da esperança e não como líder.

Até a próxima postagem,

Luis Henrique Cintra